Nós é Ruim e Mora Longe

Curta-Metragem, 20 minutos.
2026

Ficha Técnica

Roteiro : Marya Bittencourt e Ítalo Almeida

Direção: Ítalo Almeida

Montagem: Eva Randolph

Elenco: Nica Alcântara, Janamô, Daniel Peron, FLIP, Marya Bittencourt, Rodrigo Arruda, Guilherme Hamacek

Preparação de Elenco: Gabriel Ventura e Bianca Rolff

Consultoria de Roteiro: Larissa Barbosa e Gabriela Giffoni 

Continuísta: Pedro Teixeira

Assistente de Direção : Aiano Benfica

2º Assistente de Direção: Ágata Cinem

Direção de Produção: Caru dos Santos e Lili Andrade 

Consultora de Produção: Gaby Bertolino

Produção Executiva: Lili Andrade

Assistentes de Produção: Bianca Caravelli

Assistentes de Produção: Debora Oliveira

Direção de Fotografia: Hugo Haddad

1º Ass. de Dir. de Fotografia: Yuji Kodato

2º Ass. de Dir. de Fotografia: Ana Beatriz Pereira

2º Ass. de Dir. de Fotografia: Alexandre Specht

Gaffer: Luciano Nego Drama

Ass. Gaffer: Luan Enrique

Direção de Arte: Gabriel Mendes

Ass. Direção de Arte: Carolina Baião

2º Ass. Direção de Arte: Giovana Lemos Vieira

Maquiagem: Amanda Xavier

Ass. Maquiagem: Mariana Helena

2ª Ass. Maquiagem: Brazi

Assistente de Figurino: Izabela Miranda

Assistente de Figurino: Gia Tristão

2ª Assistente de Figurino: Amanda Lima

Acervo Renato Santos

Som Direto: Montívia

Assistente de Som Direto: Yato Som

Assistente de Som Direto: Pris Campelo

Sound Design: Flora Guerra

Trilha Original: Mister Maguila

Edição: Eva Randolph

Logger Caio Vinícius

Atriz Suporte: Juliana Almeida, Aimee Dezon, Alexia Schwab

Design: Bernardo Sek

Fotografia Still: Artur Lahoz

Making Of: Izabela Cunha

Veterinário: Deivisson Fernandes

Produção de Locação: Ítalo Almeida

Color Grading: Caio Dezidério

Impressão 3D: Edipo Wladeo

DCP: Mia Lab

 

Festivais: 

Sixth Borough Film Festival, USA

All that Moves International Film Festival, USA

20º CineBH, Brasil.

44th Reeling 2026: Chicago LGBTQ+ International Film Festival, USA. 

Festival de Cine Antigua, Guatemala.

32nd Black Harvest Film Festival, USA

27º FestCurtasBH, Brasil

 

Infos: 

Duração: 20 minutos.

País de Origem: Brasil

Idioma: PT

Links de Divulgação: @sonica.filmes

SINOPSE:

 

Rayra é uma jovem indo para seu oitavo emprego na exaustiva rotina de trabalho em shopping centers. Ela coloca suas esperanças de se esquecer dessa repetida etapa de sua vida para além de outros problemas numa festa distante do seu bairro. Junto com seus amigos ela cai na noite e tem um reencontro com um ex que oferece uma solução a curto prazo para seus problemas. 

 

 


Nota do diretor: 

O que faz com que o lugar onde a gente vive seja importante pra gente?

 

Para meus amigos e para mim, nossa quebrada,  o fim da Zona Oeste de BH, carrega alcunhas que deflagram mil sentimentos, mas o que insiste em permanecer nas nossas considerações é o inusitado.

 

Viver na periferia distante é habitar um surrealismo cotidiano, quase como aqueles lugares que viram memes sobre o bizarro na internet: constantemente nos pegamos lembrando de momentos absurdos, como no dia em que um ônibus e um helicóptero caíram no mesmo terreno, em um bairro vizinho ao nosso. Foi esse cotidiano de afeto, caos e deslocamento que quis levar para as telas no meu segundo curta-metragem, Nós é Ruim e Mora Longe, lançado pela Sônica Filmes.

 

Na narrativa e esteticamente, buscamos a energia do baixo orçamento inspirada em trabalhos de referências locais Fantasmas, Contagem - dos incríveis Filmes de Plástico, e o legado da Uma Onda no Ar de Helvélcio Ratton. 

(plot twist legal da vida foi divulgar nosso filme na rádio favela, que inspirou o própro Ratton)

Referências gringas também nos conduziram sobretudo na fotografia, como os trabalhos de Sean Baker (Tangerine, The Florida Project), Spike Lee, da brilhante Michaela Coel (I May Destroy You) e Brian Welsh (Beats).

 

Com seus 20 minutos, o curta tem uma tendência natural a parecer o episódio piloto de uma série. Ele foi intencionalmente concebido nesse propósito: ser o alicerce e um material palpável para desdobramentos e expansões futuras desse universo.

A concretização desta obra só foi possível graças ao edital BH nas Telas 2023, que financiou 50% do filme e viabilizou colocar em prática essa ficção urgente, ágil e pulsante que só poderia ter nascido da nossa própria vivência e das nossas pegadas pelo asfalto.