Roteiro : Marya Bittencourt e Ítalo Almeida
Direção: Ítalo Almeida
Montagem: Eva Randolph
Elenco: Nica Alcântara, Janamô, Daniel Peron, FLIP, Marya Bittencourt, Rodrigo Arruda, Guilherme Hamacek
Preparação de Elenco: Gabriel Ventura e Bianca Rolff
Consultoria de Roteiro: Larissa Barbosa e Gabriela Giffoni
Continuísta: Pedro Teixeira
Assistente de Direção : Aiano Benfica
2º Assistente de Direção: Ágata Cinem
Direção de Produção: Caru dos Santos e Lili Andrade
Consultora de Produção: Gaby Bertolino
Produção Executiva: Lili Andrade
Assistentes de Produção: Bianca Caravelli
Assistentes de Produção: Debora Oliveira
Direção de Fotografia: Hugo Haddad
1º Ass. de Dir. de Fotografia: Yuji Kodato
2º Ass. de Dir. de Fotografia: Ana Beatriz Pereira
2º Ass. de Dir. de Fotografia: Alexandre Specht
Gaffer: Luciano Nego Drama
Ass. Gaffer: Luan Enrique
Direção de Arte: Gabriel Mendes
Ass. Direção de Arte: Carolina Baião
2º Ass. Direção de Arte: Giovana Lemos Vieira
Maquiagem: Amanda Xavier
Ass. Maquiagem: Mariana Helena
2ª Ass. Maquiagem: Brazi
Assistente de Figurino: Izabela Miranda
Assistente de Figurino: Gia Tristão
2ª Assistente de Figurino: Amanda Lima
Acervo Renato Santos
Som Direto: Montívia
Assistente de Som Direto: Yato Som
Assistente de Som Direto: Pris Campelo
Sound Design: Flora Guerra
Trilha Original: Mister Maguila
Edição: Eva Randolph
Logger Caio Vinícius
Atriz Suporte: Juliana Almeida, Aimee Dezon, Alexia Schwab
Design: Bernardo Sek
Fotografia Still: Artur Lahoz
Making Of: Izabela Cunha
Veterinário: Deivisson Fernandes
Produção de Locação: Ítalo Almeida
Color Grading: Caio Dezidério
Impressão 3D: Edipo Wladeo
DCP: Mia Lab
Festivais:
Sixth Borough Film Festival, USA
All that Moves International Film Festival, USA
20º CineBH, Brasil.
44th Reeling 2026: Chicago LGBTQ+ International Film Festival, USA.
Festival de Cine Antigua, Guatemala.
32nd Black Harvest Film Festival, USA
27º FestCurtasBH, Brasil
Infos:
Duração: 20 minutos.
País de Origem: Brasil
Idioma: PT
Links de Divulgação: @sonica.filmes
SINOPSE:
Rayra é uma jovem indo para seu oitavo emprego na exaustiva rotina de trabalho em shopping centers. Ela coloca suas esperanças de se esquecer dessa repetida etapa de sua vida para além de outros problemas numa festa distante do seu bairro. Junto com seus amigos ela cai na noite e tem um reencontro com um ex que oferece uma solução a curto prazo para seus problemas.
Nota do diretor:
O que faz com que o lugar onde a gente vive seja importante pra gente?
Para meus amigos e para mim, nossa quebrada, o fim da Zona Oeste de BH, carrega alcunhas que deflagram mil sentimentos, mas o que insiste em permanecer nas nossas considerações é o inusitado.
Viver na periferia distante é habitar um surrealismo cotidiano, quase como aqueles lugares que viram memes sobre o bizarro na internet: constantemente nos pegamos lembrando de momentos absurdos, como no dia em que um ônibus e um helicóptero caíram no mesmo terreno, em um bairro vizinho ao nosso. Foi esse cotidiano de afeto, caos e deslocamento que quis levar para as telas no meu segundo curta-metragem, Nós é Ruim e Mora Longe, lançado pela Sônica Filmes.
Na narrativa e esteticamente, buscamos a energia do baixo orçamento inspirada em trabalhos de referências locais Fantasmas, Contagem - dos incríveis Filmes de Plástico, e o legado da Uma Onda no Ar de Helvélcio Ratton.
(plot twist legal da vida foi divulgar nosso filme na rádio favela, que inspirou o própro Ratton)
Referências gringas também nos conduziram sobretudo na fotografia, como os trabalhos de Sean Baker (Tangerine, The Florida Project), Spike Lee, da brilhante Michaela Coel (I May Destroy You) e Brian Welsh (Beats).
Com seus 20 minutos, o curta tem uma tendência natural a parecer o episódio piloto de uma série. Ele foi intencionalmente concebido nesse propósito: ser o alicerce e um material palpável para desdobramentos e expansões futuras desse universo.
A concretização desta obra só foi possível graças ao edital BH nas Telas 2023, que financiou 50% do filme e viabilizou colocar em prática essa ficção urgente, ágil e pulsante que só poderia ter nascido da nossa própria vivência e das nossas pegadas pelo asfalto.